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Sandro Santos
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Assino embaixo deste texto de Diego Casagrande: 17.07.2006 A REVOLUÇÃO SILENCIOSA por Diego Casagrande, jornalista |
Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevê e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas. Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto. A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida. Ela é bem diferente. É hoje silenciosa e sorrateira. Sua meta é o subdesenvolvimento. Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas. Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática. Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve. Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações. Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser “humano” e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros. Ter é incompatível com o ser. Esse é o princípio que estamos presenciando. Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente. Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público. Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara. A constatação que faço é simples. Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental - que é óbvio faz parte da revolução silenciosa - as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos. No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos. Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que “tem” e é “dono” de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito. Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro “Geografia”, obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de “alguns” e que assentamentos e pequenas propriedades familiares “são de todos”. Aprendem que “trabalhar livre, sem patrão” é “benefício de toda a comunidade”. Aprendem que assentamentos são “uma forma de organização mais solidária... do que nas grandes propriedades rurais”. E também aprendem a ler um enorme texto de... adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que “meninos e meninas, a nova geração de assentados... formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST”. Essa é a revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas. Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista. Tristes são as conseqüências. Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim. A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles. O antídoto para a revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho. (http://www.opiniaolivre.com.br/index.php?flavor=lerArtigo&id=419) |
| "EM OUTUBRO LEMBRE-SE: URNA NÃO É LIXEIRA" - "VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQÜÊNCIA" "O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM" (Arnold Toynbee) |
(Osmar José de Barros Ribeiro, em 22/08/2010)
Entre 17 e 20 de agosto de 2010, teve lugar em Buenos Aires o 16º Encontro do Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Fidel Castro, tendo Lula por "sócio" e líder nominal.
O Foro, idealizado quando do início da queda do Império Soviético, provavelmente contou com a supervisão e coordenação do KGB, pois, afinal, o sonho comunista não poderia ter um fim tão melancólico e acachapante. O problema estava em encontrar uma extensão territorial contínua e ocupada por países num grau civilizatório semelhante.
A América do Sul e o Caribe reuniam as condições ideais para substituir o que fora perdido na Europa Oriental: países em diferentes níveis de desenvolvimento mas com idiomas semelhantes; povos carentes de educação; problemas de estratificação social; administração pública com elevada corrupção e, entre outros quesitos, a existência de uma sólida base territorial em Cuba.
A liderança ostensiva do Foro, por razões óbvias, não poderia ser entregue ao ditador cubano e, em conseqüência, haveria necessidade de ser encontrado alguém mais jovem, sem ligações ostensivas com o Partido Comunista e com prestígio nos meios político e sindical.
O nome de Lula deve ter sido cogitado desde o início. Afinal, no maior, mais rico e populoso país ibero-americano, era o líder inconteste de um novo partido, o PT e tinha, a assessorá-lo, conhecidos esquerdistas, uns tantos vindos dos movimentos subversivos derrotados pela Contra-Revolução de 1964 (muitos deles treinados em Cuba) e outros, majoritariamente criptocomunistas, professores universitários, jornalistas, artistas populares, religiosos, etc.
"Há 20 anos, 42 partidos e movimentos progressistas da América Latina e do Caribe reuniram-se em São Paulo - convidados pelo Partido dos Trabalhadores - para um Encontro sem precedentes na recente história política de nosso Continente. Nascia o que um ano depois, no México, seria chamado de Foro de São Paulo" (Trecho da carta enviada por Lula aos participantes do Encontro do FSP, na Argentina). Eram Partidos comunistas, socialistas e "movimentos progressistas" (na verdade guerrilheiros), dentre os quais vale citar o Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) chileno e as FARC-EP, da Colômbia, além de outros que seria fastidioso enumerar.
Durante muitos anos, num silêncio cúmplice, os meios de comunicação evitaram falar no Foro de São Paulo e, aqueles jornalistas que tinham tal petulância, eram discriminados e taxados de "direitistas", vale dizer, sem credibilidade. Com a posse de Lula e sua ostensiva participação nos eventos ligados ao FSP, a imprensa passou a tratar do tema com maior freqüência, muito embora cheia de cuidados para não ferir os melindres presidenciais.
Hoje, passados vinte anos da sua criação,partidos que integram o Foro governam 11 países da América Latina, defendendo propostas que vão da implantação pura e simples do modelo cubano aos que aceitam conceder um pouco mais de liberdade... desde que os protagonistas alinhem-se ao governo.
Em sua carta, o presidente brasileiro revelou mais um segredo de Polichinelo: a partidarização da nossa política externa com a criação da UNASUL, uma das metas do FSP posta em prática pelo governo federal. Mas existem outras coisas que não foram mencionadas tais como a elevação da bandeira comercial do MERCOSUL ao nível da Bandeira Nacional; a recusa em mediar a questão das "papeleras" entre o Uruguai e a Argentina; a ajuda econômica a Cuba (esquecendo os nossos próprios problemas); a mansa e pacífica aceitação de violências contra os interesses brasileiros na Bolívia e no Equador; o alinhamento aos interesses paraguaios em Itaipu e um sem número de outras medidas "internacionalistas". < span style="font-family: "Arial","sans-serif"; font-size: 14pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">
Por último, ninguém duvide, as propostas apresentadas e aprovadas no Encontro, dentre elas um maior controle estatal (leia-se do PT) sobre os meios de comunicação, continuarão a ser buscadas. E não será de estranhar se, obtendo maioria no Senado, o governo conseguir aprovar as medidas esposadas pelo Foro e que estão longe, muito longe, de serem democráticas.